
- Número de Köchel
- K9 613b | K6 613b
- Gênero
- Música de câmara
- Forma
- Quintetos de cordas e de sopros
- Tonalidade
- mi♭ maior
- Data
- Março 1791
- Local
- Viena
- Idade
- 30
O Allegro de Mozart para quinteto de cordas em mi bemol maior (K. 613b) é um breve vestígio de um projeto de quinteto com duas violas (2 violinos, 2 violas e violoncelo), provavelmente escrito em Viena quando o compositor tinha cerca de 30 anos. O material que chegou até nós é curto demais para constituir um movimento completo, mas oferece um vislumbre do pensamento camerístico de Mozart numa época em que seu estilo vienense se mostrava especialmente dialogante e atento às possibilidades harmônicas.
O que se sabe
A obra chegou até nós como um «movimento de quinteto» autêntico e inacabado, em mi bemol maior, para 2 violinos, 2 violas e violoncelo — a formação característica dos quintetos de cordas que Mozart escreveu em Viena. O catálogo da Fundação Internacional Mozarteum registra a obra como fragmento (K. 613b), descreve o material sobrevivente em forma de partitura e o vincula a uma breve fonte autógrafa; a entrada também a situa no contexto do interesse de Mozart, em seus últimos anos vienenses, pelo quinteto de cordas como gênero.[1]
A datação não é inteiramente simples nas ferramentas modernas de referência: o catálogo do Mozarteum associa o fragmento a Viena e o situa em meados da década de 1780 (com remissões a versões mais antigas do catálogo que apontam para 1786), enquanto a página da obra no IMSLP — com base em seus próprios metadados compilados — apresenta uma data posterior. Para fins práticos, a formulação mais segura é que o fragmento pertence ao período vienense de Mozart e sobrevive apenas em uma passagem muito curta, sem qualquer evidência segura de uma continuação concluída ou de uma edição prática de referência.[1][2]
Conteúdo musical
Sobrevive apenas um fragmento inicial em Allegro, aparentemente concebido como o começo de um primeiro movimento clássico: a página sugere uma abertura ágil e afirmativa em mi bemol maior, com a escrita instrumental já distribuída à maneira das obras de câmara da maturidade de Mozart — menos «solo com acompanhamento» do que uma conversa a cinco vozes, com um interesse pelas vozes intermediárias naturalmente favorecido pelas duas violas.[1]
Mesmo nesse estado incompleto, a escolha de mi bemol maior é reveladora: na música de câmara vienense de Mozart, essa tonalidade frequentemente convida a uma sonoridade ampla e calorosa e a um registro médio generoso — justamente a região em que a viola adicional pode enriquecer a harmonia. Considerado no contexto da produção vienense da década de 1780, K. 613b parece, mais plausivelmente, material de trabalho para um projeto de quinteto de cordas, e não uma peça ocasional autônoma: um começo impressionante, interrompido antes que a música pudesse alcançar sua cadência formal.
Fontes
[1] Fundação Internacional Mozarteum (Catálogo Köchel): entrada da obra KV 613b (estado da composição, tonalidade, instrumentação, notas sobre a transmissão e referências à NMA)
[2] IMSLP: Quinteto de cordas em mi bemol maior, K. Anh. 82/613b (metadados da página e relação de digitalizações da Neue Mozart-Ausgabe)