
- Número de Köchel
- K9 613a | K6 613a
- Gênero
- Música de câmara
- Forma
- Quintetos de cordas e de sopros
- Tonalidade
- mi♭ maior
- Data
- Março 1791
- Local
- Viena
- Idade
- 28
O Allegro de Mozart para quinteto de cordas em mi bemol maior (K. 613a) é um movimento autêntico, porém inacabado, datado de Viena em 1784–1785. Sobrevive apenas um breve fragmento autógrafo, que oferece um vislumbre do pensamento camerístico do compositor aos 28 anos, num momento em que seu estilo vienense se consolidava rapidamente.
O que se sabe
Sob o número Köchel K. 613a, sobrevive apenas um movimento fragmentário em Allegro. A Fundação Internacional Mozarteum cataloga a obra como autêntica, conservada e inacabada, datando-a de Viena, 1784–1785.[1] A mesma entrada identifica a instrumentação como a de um quinteto de cordas típico de Mozart (2 violinos, 2 violas e violoncelo).[1]
Na descrição da fonte sobrevivente, o autógrafo é caracterizado como um breve fragmento de partitura («Partitur: 2 Bl. (3 beschr. S.)»), o que indica apenas algumas páginas de música notada.[1] As edições modernas o incluem entre as obras fragmentárias de Mozart (Fragmente, na Neue Mozart-Ausgabe).[2]
Conteúdo musical
O que se pode inferir com segurança dos dados do catálogo é limitado: Mozart iniciou (mas não concluiu) um movimento inicial rápido em mi bemol maior, destinado à textura de quinteto enriquecida por duas violas que exploraria mais tarde com tanta amplitude. Mesmo em forma fragmentária, a escolha da formação é significativa: em Viena, em meados da década de 1780, Mozart aprofundava seu tratamento das vozes internas e do contraponto dialogado na música de câmara, e a segunda viola do quinteto oferecia precisamente essa amplitude expressiva e harmônica.[1]