
- Número de Köchel
- K9 258a | K6 258a
- Gênero
- Música sacra
- Forma
- Missas e réquiem
- Tonalidade
- dó maior
- Data
- 1787–1791
- Local
- Viena?
- Idade
- 16
O Kyrie em dó (fragmento), K. 258a, de Mozart, é o início inacabado de uma missa, em um único movimento, preservado apenas em um autógrafo muito pequeno. Embora catálogos antigos às vezes o situassem por volta de 1772, o principal verbete on-line da obra associa o fragmento aos anos vienenses de Mozart (fim da década de 1780–1791), deixando incerta sua finalidade original.
O que se sabe
Sobrevive apenas um Kyrie fragmentário em dó maior, transmitido em uma partitura autógrafa de somente uma página escrita (uma folha com notação musical em apenas um dos lados) e descrito como obra inacabada. O verbete do catálogo da Fundação Internacional Mozarteum registra a peça como autêntica e existente e lhe atribui uma datação da fase tardia da carreira de Mozart, em Viena (1786–1791), documentando também várias cópias manuscritas do século XIX cujos títulos a caracterizam como o “início de uma missa” com solo de órgão — o que sugere um contexto litúrgico, e não um Kyrie de concerto independente. A instrumentação ali indicada é festiva para um fragmento tão breve: coro SATB com cordas (violinos I e II) e contínuo/órgão, além de dois clarini (trompetes) e tímpanos — cores que, na prática de composição de missas de Mozart, normalmente apontam para uma celebração solene, e não para uma ocasião cotidiana.[1]
Conteúdo musical
O que sobrevive parece ser o gesto inicial de uma concepção mais ampla: um Kyrie coral compacto, imaginado com a sonoridade cerimonial luminosa de dó maior (trompetes e tímpanos) e baixo contínuo de órgão sustentando a escrita vocal. Mesmo na forma fragmentária, a disposição sugerida pela partitura — vozes integradas às intervenções da orquestra, em vez de simplesmente dobradas por ela — aponta para o hábito maduro de Mozart de tratar o Ordinário da Missa como retórica dramática e pública, não como devoção privada. Como o fragmento se interrompe antes que seja possível identificar qualquer retorno completo ou cadência conclusiva, sua forma mais ampla (seja um esquema direto de Kyrie–Christe–Kyrie, seja uma solução de composição mais contínua) não pode ser reconstruída com segurança a partir apenas da página preservada.[1]
Fontes
[1] Fundação Internacional Mozarteum, verbete da obra K. 258a no Köchel-Verzeichnis: situação e autenticidade, datação, instrumentação e descrição da fonte (“Autógrafo, 1787 … 1 folha”), além de cópias posteriores.