
- Número de Köchel
- K9 196e | K6 Anh. C 17.01
- Gênero
- Divertimentos e serenatas
- Forma
- Divertimentos e serenatas para sopros
- Tonalidade
- mi♭ maior
- Data
- 1774
O Divertimento em mi bemol maior para sopros (K. 196e) é uma obra de autenticidade duvidosa, tradicionalmente datada de 1774, cujos vestígios preservados sugerem um divertimento para vários instrumentos de sopro no círculo de Mozart, e não uma composição documentada com segurança. Ainda assim, sua atmosfera de convívio ao ar livre, em mi bemol maior, aproxima-a, em espírito, da tradição de serenatas e divertimentos da época de Salzburgo para ocasiões cortesãs e cívicas.
Contexto histórico
O Divertimento em mi bemol maior para sopros (K. 196e) é geralmente transmitido como uma obra duvidosa ou espúria: sua proveniência é obscura, e os catálogos de referência modernos tendem a tratar com cautela a atribuição a Wolfgang Amadeus Mozart (1756–1791).[1] A data de 1774 é frequentemente associada ao verbete, mas sem um local de composição documentado com segurança; naqueles anos, Mozart atuava principalmente em Salzburgo, compondo uma combinação de música sacra, peças instrumentais e obras para teatro, e já havia demonstrado forte aptidão para a escrita de sopros nos gêneros de divertimento e serenata.
Características musicais
Como a situação das fontes de K. 196e é pouco clara, as descrições modernas “do que está na partitura” tendem a começar pela instrumentação, e não por uma análise detalhada de cada movimento. Diversos registros de bibliotecas e catálogos apresentam a peça como um divertimento para dez instrumentos de sopro — geralmente descritos como 2 oboés, 2 clarinetes em si bemol, 2 fagotes e 2 trompas (em mi bemol).[2] Nessa instrumentação, mi bemol maior é uma escolha prática e idiomática: favorece as trompas naturais e sustenta a sonoridade cálida e homogênea das palhetas em pares.
No universo mais amplo dos divertimentos para sopros de Mozart, um divertimento do tipo “Harmonie” em mi bemol maior costuma alternar brilho cerimonial e uma escrita mais íntima e cantável — frequentemente em frases periódicas claras e com passagens de diálogo entre oboés e clarinetes sobre uma base conduzida pelos fagotes. Contudo, para K. 196e, a ausência de um texto musical amplamente acessível e bem documentado recomenda limitar as afirmações a essas expectativas baseadas no gênero, em vez de atribuir à peça detalhes temáticos ou formais específicos.
Lugar no catálogo
K. 196e situa-se na periferia do cânone mozartiano: continua listada entre as atribuições duvidosas nas compilações modernas de referência e hoje é frequentemente encontrada como KV Anh. 226 em contextos de catalogação e publicação.[3]
Fontes
[1] Wikipedia — tabela de verbetes do Catálogo Köchel, incluindo K. 196e (Divertimento em mi bemol para sopros, de atribuição duvidosa).
[2] CiNii Books — registro de catálogo com a instrumentação de “Divertimento Es dur KV app. 226” (2 oboés, 2 clarinetes, 2 fagotes, 2 trompas).
[3] Presto Music — listagem de partituras de “Mozart: Divertimento in Es KV Anh.226”, que reflete a transmissão duvidosa ou espúria da obra sob Anh. 226 / K. 196e.