Catálogo Köchel · K. 440c

Adagio para sopros em fá maior (fragmento), K. 440c

Desenho em ponta de prata de Mozart, por Dora Stock, 1789
Mozart, desenho em ponta de prata de Dora Stock, 1789 — último retrato autenticado
Número de Köchel
K9 440c | K6 484c
Gênero
Divertimentos e serenatas
Forma
Divertimentos e serenatas para sopros
Tonalidade
fá maior
Data
Final 1785
Local
Viena
Idade
31

O Adagio para sopros em fá maior (K. 440c), de Mozart, é o torso preservado de um movimento destinado a uma serenata para sopros, transmitido apenas de forma incompleta. Escrito em Viena no fim da década de 1780, pertence ao círculo íntimo de peças que o compositor destinou ao clarinete e aos cornos de bassetto — sonoridades que explorou com especial calor e contenção.

O que se sabe

O fragmento conhecido como Adagio em fá (K. 440c) é uma peça autêntica e inacabada para clarinete e três cornos de bassetto (instrumento de timbre escuro e suave da família do clarinete, muito apreciado na música vienense para sopros). O catálogo da Fundação Internacional Mozarteum situa sua origem em Viena, 1787–1789, e identifica a fonte preservada como uma folha de partitura autógrafa (“Partitur: 1 Bl.”) — uma única página escrita que conserva apenas o início do movimento.[1]

Na Viena de Mozart, quando ele tinha 31 anos, peças desse tipo para sopros costumavam funcionar como movimentos independentes ou componentes do entretenimento de Harmoniemusik (frequentemente em contextos noturnos ou de refeições). A instrumentação do fragmento, centrada na combinação de clarinete e cornos de bassetto, em vez da formação completa de oboés, trompas e fagotes, sugere uma sonoridade mais especializada do que a de um conjunto convencional para serenatas ao ar livre.[1]

Conteúdo musical

O que sobrevive parece ser a abertura de um movimento lento: um Adagio em fá maior disposto em partitura reduzida para clarinete e três partes de corno de bassetto. Mesmo em estado fragmentário, a instrumentação sugere uma textura na qual o clarinete pode cantar sobre uma base suave de timbres palhetados — abordagem coerente com a predileção vienense de Mozart, no fim da década de 1780, pelas cores veladas dos sopros e pelas vozes internas dispostas em intervalos próximos.[1]

Fontes

[1] Fundação Internacional Mozarteum, verbete do catálogo Köchel para K. 440c (datação, tonalidade, condição fragmentária, instrumentação e descrição da fonte).